Mesquinho e vingativo
Vital Moreira expressa no "Causa Nossa" a sua opinião sobre o mais recente acto de Cavaco Silva. No que me diz respeito concordo plenamente com a classificação de "mesquinho e vingativo". Acrescento apenas que esse é (e sempre foi) o comportamento típico do cidadão Cavaco Silva quando está lúcido. Quando Cavaco Silva não está lúcido (vide o caso das afirmações públicas que fez sobre a sua insuficiente reforma ou sobre os sorrisos das vacas açoreanas) é menos agressivo mas, em contrapartida, mete dó pelos sinais de demência senil que vai exibindo.«O que Cavaco Silva escreve sobre Sócrates, tantos meses passados sobre a saída do segundo, é mesquinho e vingativo, confirmando uma personalidade ressentida e um estadista sem estatura política para o cargo presidencial. Vital Moreira
É evidente que, como declarei na altura, Sócrates deveria ter informado previamente o Presidente sobre o PEC 4, apesar da urgência com que este teve de ser apresentado. Mas considerar o incumprimento de um dever de informação como uma deslealdade institucional "digna de figurar na história", como se fora um crime de lesa-majestade, é pelo menos uma hipérbole. E ainda que se tratasse de falta de lealdade institucional, Cavaco Silva seria a última pessoa a poder denunciá-la, depois de ter praticado contra Sócrates actos, esses sim que ficaram na história, pela sua gravidade e pelo seu insólito, como foi o de lhe ter feito a gravíssima acusação de fazer "escutas" a Belém, a poucas semanas das eleições parlamentares de 2009. Será que Cavaco Silva considera essa tropelia como exemplo de lealdade institucional? Será que também informou previamente o primeiro-ministro antes de o atacar dessa forma assassina? A lealdade institucional não tem somente um sentido! E o ressentimento vingativo não qualifica um Presidente da República! » |



Vital Moreira expressa no
Quando Cavaco Silva não está lúcido (vide o caso das afirmações públicas que fez sobre a sua insuficiente reforma ou sobre os sorrisos das vacas açoreanas) é menos agressivo mas, em contrapartida, mete dó pelos sinais de demência senil que vai exibindo.


«(...) Quem observou Passos ontem no Parlamento não pode ter deixado de rever José Sócrates há apenas uns meses. Impressionante.

«(...) Não há nenhum mal em um jornalista divulgar um argumentário interno de uma entidade pública. Mas mandariam as regras básicas do jornalismo que o fizesse de uma de duas maneiras: ou para denunciar a existência do documento como elemento de propaganda ou contra-propaganda política; ou para verificar a veracidade e consistência dos "argumentos". Ora, esta verificação faz-se através de investigação autónoma, confrontando documentos e informações disponíveis; ou, no mínimo, estabelecendo o contraditório, ouvindo aqueles contra quem se dirigem os argumentos.



Tem sido adiantada a hipótese de que o súbito agravamento dos óbitos, com especial incidência na população com mais de 75 anos de idade, poderá dever-se à vaga de frio que atingiu o país. Não me parece crível, dado que, para além de o frio só ter sido mais intenso no final de Janeiro, não julgo que as condições climatéricas tenham sido particularmente dramáticas em relação ao que é usual.
Alguns especialistas entendem que o empobrecimento brusco conjugado com crescentes dificuldades de acesso ao SNS podem explicar boa parte do que se passou. Talvez. Mas não se esqueçam que as pessoas também morrem de abandono, desesperança ou simples tristeza. São assim, os velhos. »


Ora vejam lá, o Primeiro Ministro a querer ficar bem visto pela troika e estes dois na folia...


De cada vez que fizerem compras tragam mais alguns produtos para a despensa de reserva. Aconselho que procurem produtos com fim de validade em 2013 ou posterior, mas, nos casos em que isso não seja possível, vão gastando os produtos de reserva e trocando-os por outros com validade mais tardia. Desta forma, sem qualquer rutura, vão construindo calmamente os vossos seguros contra o fim do euro. (...)» 

