A Lei do Funil

Larga para alguns (poucos), estreita para todos os outros!

Aqui se fala, umas vezes a sério outras a brincar, de coisas que nos irritam, alegram, entristecem ou, muito simplesmente, nos enfadam.

2006-11-13

Pelo menos o direito à indignação ainda não paga imposto!

IRCem2004 (7K)

Suponhamos, por hipótese, que o leitor é um contribuinte responsável e que não usa nenhum subterfúgio para fugir às suas obrigações fiscais. Com esta hipótese todos sabemos que quanto maior for o rendimento do leitor tanto maior será o IRS que terá de pagar. A taxa do IRS é progressiva e à medida que os rendimentos aumentam a taxa também vai subindo. Se ganhar mesmo bem a partir de certo montante 42% do que ganha vai direitinho para o fisco. É assim. É duro, mas é assim e há boas razões para defender esta progressividade.

Suponhamos agora, por hipótese, que leitor é uma empresa. Em vez de IRS paga IRC. Teoricamente o leitor-empresa deveria também estar sujeito a progressividade no pagamento dos seus impostos sobre os lucros arrecadados. É duro, mas devia ser assim.

Mas não é!

No caso das empresas quanto mais se ganha menos imposto se paga. Vejam a notícia e indignem-se.

Pelo menos o direito à indignação ainda não paga imposto!

Diário de Notícias: « Quanto maiores são os proveitos registados pelas empresas menores são, em média, as taxas efectivas de IRC suportadas, mostram as estatísticas publicadas pela administração fiscal.

Os dados da Direcção-Geral dos Impostos (DGCI) revelam que as empresas portuguesas que conseguem que o montante liquidado de imposto represente uma menor parte da matéria colectável são precisamente aquelas que se encontram no escalão superior ao nível dos proveitos. (...)»



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